Faustino Antunes

quinta-feira, 29 de novembro de 2012






Grão-de-bico
tem bico mas não é ave,
e se não é ave, não voa
nem bica!


Depois de muito tempo com pouca inspiração e muita despersonalização, foi isso que saiu!


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

LARANJAS, ABACAXIS E PEPINOS


FICHA LIMPA/FICHA SUJA – LARANJAS ABACAXIS E PEPINOS

Uma verdade é inquestionável: o brasileiro não acredita mais nos seus políticos. E ultimamente o que assistimos pela televisão parece comprovar o que a maioria pensa e comenta nas rodinhas de discussões: chegamos a um ponto tão crítico que não há mais o que possa ser feito para mudar essa realidade. Tornamos-nos niilistas com relação á política e acabou-se!

Tempos atrás, a Igreja Católica e diversos setores da sociedade se mobilizaram para forçar a criação de uma lei que impedisse a candidatura de pessoas com problemas com a justiça. Depois de muita conversa e muita discussão, finalmente foi aprovada a lei conhecida como a lei da ficha-limpa. Era uma maneira de fazer o eleitor votar em pessoas que, pelo menos até então, não tivessem pendências comprovadas que comprometessem o seu futuro como representantes do povo nos cargos políticos. Infelizmente, foi preciso uma lei ser promulgada para que nós, que nos consideramos o povo mais esperto do mundo, tivéssemos juízo na hora de tomar a seria decisão de escolher entre os bons e os maus. Falta em nós, eleitores brasileiros, uma pequena peça que possa nos fazer diferenciar o que é bom do que é ruim!

Mas, finalmente a lei aí está! E o que aconteceu com os políticos enquadrados pela novidade? Você já viu algum presidiário ser culpado por alguma coisa? Entreviste toda a população carcerária do Brasil e conclua que noventa por cento deles são inocentes! Estão ali por erro judiciário ou por algum tipo de perseguição. Culpados, nunca!

Os ficha-suja espernearam. A justiça não podia assim, de uma hora para outra, tirar as mordomias e vantagens que os cargos proporcionavam. Como sustentar a família, os cabos eleitorais, as amantes e tudo mais sem a mamata que o povo, eleição após eleição, lhes proporcionava, á custa de mimos, afagos e presentes? Como exercer o privilégio de manipular a ignorância do povo? A regalia de possuir nas mãos o poder de fazer um pouco para os vassalos e muito para o próprio bolso?

Idéias mirabolantes tomaram conta da mente desses déspotas. Como driblar a lei? Sim, porque existem brechas em todas as leis e de uma maneira ou de outra é possível contornar o obstáculo! Como continuar com a operação de surrupiar o erário e ludibriar o povo, sem esfolar a lei? A reposta veio da horta: laranjas.

Essas deliciosas e saudáveis frutas emprestaram o nome á uma das mais condenáveis, censuráveis e reprováveis práticas: a substituição do sujo pelo mais ou menos lavado, de maneira que a sujeira fosse empurrada goela abaixo dos cidadãos menos alertas. No fim, se o povo se deixa levar pela lábia, o ficha suja comanda do jeito que quer e sabe e o laranja entra com a assinatura. E o povo fica com os pepinos e abacaxis!

Poderia terminar dizendo que isto é Brasil e brasileiro não tem jeito. Mas não é bem assim! Uma pequena luz começa a brilhar na escuridão da ignorância e podemos acreditar que futuramente as pessoas possam sentir prazer em participar da política. Da verdadeira política que pensa no bem coletivo e não em vantagens pessoais. Não sou pessimista e acredito que as próximas gerações encontrarão um cenário menos negativo.

Afinal, mais de um milhão de pessoas imprimiram sua esperança no abaixo-assinado que ajudou a criar a lei. É muita força unida e dá pra acreditar em mudanças!

Faustino Ferreira Antunes

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

DIANTE DE TI, A VIDA E A MORTE!



O machado mata
a mata

O ser humano mata
a própria vida

Reclamamos que precisamos derrubar matas para poder nos alimentar. Jogamos lixo pelas ruas e praças como se fosse a coisa mais natural do mundo!

Porque será que não chove, meu Deus!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

MOLEQUE








Moleque acorda cedinho
Dá bom dia para o sol
Estufa o peito,
E corre descalço no pomar

Moleque de bem com a vida
Tem um mundo todo só seu
Toda arvore é um castelo.
Toda laranja é uma bola.

Cuidado moleque louco
A goiabeira te derruba
A mexeriqueira te fura,
Com seus espinhos agudos.

È hora de ficar sério
Tomar banho, ir pra escola
Aprender entre outras coisas,
Que liberdade tem limite.

E á noite, soninho calmo
Pra recobrar a energia
E esperar no outro dia,
O sol acordar cedinho!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

FOGÃO E PILÃO







Pilar o milho
Descascar o arroz
Do pilão pro fogão
Do fogão prá mesa

No solo fecundo
A semente abrolha
As plantas medram
Com chuva e calor

Abelhas e aves
Felizes acodem
É banquete pronto
É só se servir

O prato quentinho
Sabe á labor
Tem gosto de terra
De luta e suor

terça-feira, 19 de junho de 2012

UMA FOTO POR DIA



PIMENTA


Arde!
Queima!
Mas é bom
Só não pode ser demais.

Bom com sorvete
Bom com chocolate

E no dos outros...é refresco!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ÁGUA PRÁ BEBER









Água da bica
Da mina d’água
Que vem das entranhas
Da terra


Água do poço
Que vem lá de baixo
No balde pingando
No sarilho rodando


Água da chuva
Que vem lá da nuvem
Cai no telhado
E depois na pingueira.


Sacia a sede
E faz refrescar
Fazendo em silencio
A vida medrar





quarta-feira, 6 de junho de 2012

NAVEGAR E VIVER




Navegar é preciso
Viver, não é preciso
Diria o poeta


Viver é impreciso
É processo confuso
É ambíguo, difuso


Navegar são certezas
São metas traçadas.
Desenhos pensados


Viver são angustias
Caminhos incertos
Vagos projetos


O que importa é saber
Onde se quer estar
Se na vida ou no mar!





segunda-feira, 4 de junho de 2012





CAFÉ




Café, sabor, perfume
Aroma suave das manhãs
Que vem discretamente
Anunciar que o dia começou


Café com pão
Café com leite
Café pretinho
Puro deleite


Abençoada seja a Arábia
Por essa deliciosa dádiva
Por fazer as nossas manhãs
Durarem o dia todo


Café pra dizer
Seja bem vindo á minha casa
Esteja á vontade
Seja feliz!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

UMA FOTO POR DIA





BONECAS

Quando as bonecas eram caras, pesadonas e quebravam quando caíam, porque eram de louça, as meninas da roça exercitavam os seus instintos maternais com as bonequinhas de milho. Essas ancestrais da Barbie até que eram simpáticas, com cabelinhos de vários tons, indo do branco ao vermelho e tinham varias vantagens: eram baratas, substituíveis e abundantes. Bastava entrar no milharal e sair com uma braçada delas!