segunda-feira, 11 de junho de 2012
ÁGUA PRÁ BEBER
Água da bica
Da mina d’água
Que vem das entranhas
Da terra
Água do poço
Que vem lá de baixo
No balde pingando
No sarilho rodando
Água da chuva
Que vem lá da nuvem
Cai no telhado
E depois na pingueira.
Sacia a sede
E faz refrescar
Fazendo em silencio
A vida medrar
quarta-feira, 6 de junho de 2012
NAVEGAR E VIVER
Navegar é preciso
Viver, não é preciso
Diria o poeta
Viver é impreciso
É processo confuso
É ambíguo, difuso
Navegar são certezas
São metas traçadas.
Desenhos pensados
Viver são angustias
Caminhos incertos
Vagos projetos
O que importa é saber
Onde se quer estar
Se na vida ou no mar!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
CAFÉ
Café, sabor, perfume
Aroma suave das manhãs
Que vem discretamente
Anunciar que o dia começou
Café com pão
Café com leite
Café pretinho
Puro deleite
Abençoada seja a Arábia
Por essa deliciosa dádiva
Por fazer as nossas manhãs
Durarem o dia todo
Café pra dizer
Seja bem vindo á minha casa
Esteja á vontade
Seja feliz!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
UMA FOTO POR DIA
BONECAS
Quando as bonecas eram caras, pesadonas e quebravam quando
caíam, porque eram de louça, as meninas da roça exercitavam os seus instintos
maternais com as bonequinhas de milho. Essas ancestrais da Barbie até que eram simpáticas,
com cabelinhos de vários tons, indo do branco ao vermelho e tinham varias
vantagens: eram baratas, substituíveis e abundantes. Bastava entrar no milharal
e sair com uma braçada delas!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
UMA FOTO POR DIA
UMA ROSA
Uma rosa solitária, plantada á beira do caminho. Plantada
por quem e para quê? Para alegrar o dia dos transeuntes distraídos que quase
nunca percebem a sua presença, ou para, colhida, fazer feliz a pessoa amada?
Para perfumar as mãos que a colhem sem se importar com os espinhos ou para enfeitar
com harmonia o altar da Santa?
O que importa é que ela existe e traz intrínseca em seu ser,
a habilidade de despertar sentimentos. Sua cor indefinida tem alguma coisa de
misteriosa e possivelmente mágica. Sua vida é relativamente curta, mas
carregada de fortes possibilidades. E fique onde está ou seja levada para onde
for, com certeza desempenhará com eficácia a sua função!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
DIVAGAÇÕES
ÓCIO CAIPIRA
Bom mesmo é descobrir a fruta no meio das ramagens, colhe-la improvisando um gancho com um galho, sentar numa pedra ou num toco e saboreá-la calmamente sem preocupação. Não importa pra que lado o mundo gira, o preço do dólar, a queda da bolsa ou a crise na Europa. Importa é não ter pressa, exercitar as papilas gustativas com muita pachorra, ao som de chilrear dos pássaros, com o sabor da fruta se misturando ao cheiro do capim seco. Isso se chama paz!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
RESTOS DE COISAS
Ruínas
Restos de alguma coisa
Que hoje são apenas restos
Esquecidos, deslembrados!
O tempo
O tempo e o vento
E às vezes o sofrimento
E o dia-a-dia!
O tac depois do tic,
De uma maquina indolente
Num monjolo indiferente
Num sotaque entorpecido!
A água que pinga
Cada dia uma pinga
Cada dia uma gota
A gota d’água!
Tudo isso
Ás vezes nos faz pensar
A felicidade existe,
Mas demora a funcionar!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Não, não é a primavera,
Que chega
É o inverno
Que bate á porta!
Tempo de assoprar
Pra ver a fumaça saindo da boca
Tempo de meter as mãos nas luvas
Quem as tiver!
Tempo pra pensar em entrar no banho
Pra pensar em sair do banho
Pensar em se deitar
E chorar pra levantar!
É tempo de enfrentar o frio
Com tudo que é quente
Com pipoca, cobertor
E com o coração da gente!
terça-feira, 8 de maio de 2012
UMA FOTO POR DIA
REGADOR
Nem só as nuvens sabem fazer chover
A chuva cai fininha
Desce prá molhar
Só não molha tudo
Porque é pouquinha.
Ela molha a planta
Molha onde cai
Não molha o telhado
Pois é muito alto.
Ela molha a planta
Mas é água escassa
E seca depressa
Logo a chuva passa.
Essa chuva fina
Não é da nuvem não
Vem de um regador
Bem perto do chão.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
DE VEZ EM QUANDO, UM POEMA
CANDEEIRO
Da luz do candeeiro.
Uma sombra se desprende
E feito uma gosma antropomorfa
Abraça-me!
E ao me cingir, me absorve
E com minha alma interage
Por osmose me agrega
E me domina!
E meu ente se oferece
Sem relutar, sem peleja,
Numa entrega absoluta
Irreversível.
Mas porque me entrego assim,
A essa força que me doma?
Donde vem, quem é essa sombra,
Tão poderosa?
Vem do infinito insondável,
Fora do tempo e do espaço
E agora vai me levar,
Pro meu lugar!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
NO BALANÇAR DO BALANÇO
O balanço vai
O balanço vem
A noite inda tarda
Mas o sono não
E no vai e vem
Um doce acalento
Pra lá e pra cá
Cabelos ao vento
E o mundo ao redor
Roda bem devagar
Para o lusco-fusco
Custar a chegar!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
UMA FOTO POR DIA
Fogão á lenha, a chaleira de ferro bufando no fogo. Um pouco
de pó de café, um pouco de açúcar, a água fervente despejada no coador
acomodado no tripé e em pouco tempo o cheiro delicioso toma conta do ambiente.
Café feito na hora é tudo de bom. Se for caipira, colhido na peneira e seco no
terreiro depois de derriçado e rastelado, melhor ainda!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
CINE MARIALVA
Foto arquivo Armando Rossato
CINEMA NA PRAÇA
Na frente do cinema havia uma praça. Não era uma praça no
sentido literal da palavra. Era um pedaço de rua, onde as pessoas se
encontravam aos domingos á noite para conversar e namorar. Muitos
relacionamentos sérios e outros nem tanto tiveram inicio nesse vai e vem
dominical. Como não havia shoppings e as televisões eram raríssimas, sobrava
para os jovens essa opção para se encontrar com amigos.
Lá dentro, na tela,
os tiros dos faroestes pipocavam dos colts do Django, Trinity e outros caubóis.
O Jerry Lewis e o Mazzaropi matavam a platéia de dar risadas e o Gianni Morandi
arrancava suspiros das mocinhas. Gigliola Cinquetti também nos visitou varias
vezes com o Dio Come Ti Amo e Non Ho L’etá. Na sexta feira santa, um velho
filme da Paixão de Cristo comovia a todos. Vez em quando, o erotismo de uma
pornochanchada da Vera Cruz para os adultos.
Nos domingos á tarde, na hora da matinê, enquanto o Tarzan e
a Chita faziam suas peripécias na selva, a molecada se encontrava lá fora para
trocar gibis: Tio Patinhas, Pato Donald, Tarzan, Zorro e uma infinidade de
títulos eram trocados. Poucos compravam as revistinhas: liam durante a semana e
aos sábados trocavam por outras não lidas.
A música oficial do Cine Marialva era o Viver ou Morrer de
Paul Mauriat. Quem tem mais de trinta anos, ainda se recorda do velho cinema ao
ouvi-la.
UMA FOTO POR DIA
Missão:
crescer e saciar a fome de quem chegar primeiro. Para suprir o organismo de potássio,
nada como uma banana nanica por dia, segundo o tenista barriga verde Guga. A propósito,
porque "nanica" se ela costuma ser enorme?
A Banana Nanica também conhecida como Banana Caturra. Tem casca fina e amarelo-esverdeada (mesmo quando a
banana esta madura) e polpa bastante doce, macia e de aroma agradável. Cada cacho de
banana tem por volta de 200 bananas. A banana Nanica contém
consideráveis quantidades de vitaminas B e C, além de ser alcalina, neutralizando a ação de ácidos no organismo. As
vitaminas B1 e B5 ajudam na regularização do sistema nervoso e aparelho
digestivo. A vitamina C dá resistência aos vasos sanguíneos, evita a fragilidade dos ossos
e dentes, age contra infecções e ajuda a cicatrizar ferimentos.
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